Uma iniciativa singular
REALIZAÇÃO
Por que mais um concurso de Argumentos e Roteiros?
O Prêmio A&R de Cinema e DH nasce para se somar a iniciativas de referência, como o FRAPA, o REN, o Grande Prêmio de Sorocaba, o RIO2C e a Plataforma Conjunta, entre outras, fundamentais para o fortalecimento do Sistema Nacional de Produção Audiovisual.
A singularidade do Prêmio está no seu recorte temático: não há no Brasil hoje concurso de argumento ou roteiro que tenha como missão oficial, ou em seu regulamento, um foco temático declarado. Assim, buscamos complementar a cena atual de desenvolvimento de projetos, oferecendo um espaço para narrativas que dialoguem com Direitos Humanos.
Inspirações internacionais e nacionais
No campo literário, um exemplo é o Prêmio Orwell de Ficção Política (Reino Unido), dedicado a obras que exploram questões políticas com profundidade e sensibilidade. No cinema, a referência é o Human Rights Watch Film Festival Awards, que acolhe documentários e ficções sobre temas de direitos humanos globais. No Brasil, o destaque é o Prêmio Direitos Humanos do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, concedido em 1996, 2020 e 2021.
O recorte temático: polo semântico
Ao propor um recorte temático, o Prêmio escolhe provocar debates em torno do polo ‘semântico’, fazendo referência aqui à dualidade proposta Rick Altman, em seu ensaio “Uma Abordagem Semântica/Sintática ao Gênero Cinematográfico”. Altman diz que gêneros cinematográficos podem ser compreendidos a partir de seus elementos semânticos (traços significantes, protagonistas, personagens, locais e cenários comuns) e sintáticos (a grosso modo, sua lógica narrativa e estrutural), proposição analítica que pode ser estendida para além da caracterização de gêneros.
A opção pelo polo semântico visa um posicionamento complementar, visto que inúmeras iniciativas já se debruçam sobre o sintático.
Por que Direitos Humanos?
A Declaração Universal de Direitos Humanos é a referência para enquadramento de projetos no Prêmio A&R de Cinema e DH. Longe de se restringir a direitos civis e políticos, os trinta artigos da Declaração abrangem igualdade de gênero, liberdade de credo, direitos econômicos, ambientais e culturais
São Trinta artigos que expressam anseios e conflitos que emergiram de um momento histórico crítico. Conflitos que, a despeito da clareza racional sobre seu poder destrutivo, ainda hoje ameaçam o indivíduo, a sociedade e o planeta.
Queremos mostrar que a maioria das histórias, de alguma forma, toca os Direitos Humanos, seja por protagonistas em luta direta por seus direitos, seja por personagens que enfrentam opressões e limitações para realizar seus desejos.
E, como todos sabem, histórias são movidas por conflitos. Histórias universais são movidas por conflitos universais. É por isso que nosso foco é o conteúdo. É por isso que nosso tema é Direitos Humanos.
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